Thursday, March 17, 2011

Terras Dentro - Associação para o Desenvolvimento Integrado


Terras Dentro - Associação para o Desenvolvimento Integrado, entidade declarada de Utilidade Pública, sem fins lucrativos, autónoma e independente de qualquer tipo de poder, nasceu em 1991 na vila de Alcáçovas, concelho de Viana do Alentejo, onde tem a sua sede.

Apoiar e estimular localmente o desenvolvimento integrado do mundo rural, começou por ser o objectivo. Ou seja: desenvolver sem desruralizar; aproveitar as potencialidades sem afectar os equilíbrios naturais; valorizar as gentes, respeitando a sua autenticidade; promover a cultura, dignificando o Homem. Porém, as aceleradas mutações a que esta aldeia global onde vivemos está sujeita, depressa conferiu outra dimensão ao objectivo inicial da Associação. Houve que preservá-lo, adaptando os processos de concretização; houve que apreender novos conceitos e articulá-los com aquele objectivo; houve que fazer do mundo o local, e estar preparado para agir no "sítio onde as coisas acontecem"... seja onde fôr.

É com este espírito que Terras Dentro tem trabalhado e para o fazer com eficácia, desenvolveu metodologias de acção e um conjunto de capacidades: conhecimento profundo do meio em que se insere; adaptação rápida às novas realidades que se lhe deparam; visão global dos processos de desenvolvimento; predisposição para a conjugação de esforços com outras entidades e instituições; participação nos processos definidores de políticas de ordenamento e planeamento; análise e diagnóstico de situações-problema para elaboração de propostas de intervenção adequadas; formação e qualificação dos recursos humanos existentes; concepção de mecanismos e instrumentos de acção social e económica, numa perspectiva integrada; preservação e promoção dos valores patrimoniais, culturais e ambientais; lançamento de iniciativas susceptíveis de captar apoios.

Foi constituída em 19 de Abril de 1991, no Cartório Notarial de Viana do Alentejo (Publicação no DR nº 159/91, III Série, de 13 de Julho).

Terras Dentro
Rua do Rossio de Pinheiro
7090-049 ALCÁÇOVAS - PORTUGAL

Telefone: +351 266 948 070 
Fax: +351 266 948 071
E-mail: atd@terrasdentro.pt



Monday, March 7, 2011

Artes & Tradições: Entrudo chocalheiro de Trás-os-Montes

Caretos de Podence

"Os Caretos representam imagens diabólicas e misteriosas que todos os anos desde épocas que se perdem no tempo saem à rua nas festividades carnavalescas de Podence – Macedo de Cavaleiros.
Interrompendo os longos silêncios de cada Inverno, como que saindo secretos e imprevisíveis dos recantos de Podence, surgem silvando os Caretos e seus frenéticos chocalhos bem cruzados nas franjas coloridas de grossas mantas."





Fonte: www.youtube.com

Artes & Tradições: Diabo chocalheiro pede para o menino Jesus

Em Trás-os-Montes, o sagrado e o profano unem-se durante o inverno. A figura do Chocalheiro de Bemposta é uma das mais fortes e, também, das tradições menos conhecidas. Saiu à rua no primeiro dia do ano.

Monday, February 28, 2011

O regresso a São Xisto, seis anos depois da morte de 4 dos 7 habitantes

A aposta no turismo é a única medida possível para evitar que a aldeia de São Xisto seja deixada ao abandono.


Sobreviver à desertificação

O Perdidos e Achados regressou a Açor, 14 anos depois da primeira reportagem, para saber se a aldeia resistiu à desertificação.


Monday, February 21, 2011

Interioridade: Problema pode ser ultrapassado com dinâmicas locais e visão estratégica face à Europa

Guarda, 17 de Abril de 2008 (Lusa) - O problema da interioridade que afecta algumas regiões de Portugal poderá ser ultrapassado com novas dinâmicas locais e com uma visão estratégica face à Europa, disse hoje à Lusa o professor universitário Fernando de Matos.

Segundo o docente da Universidade da Beira Interior (UBI), especializado em planeamento regional, o desenvolvimento das regiões do interior terá que ser apoiado pelo Governo central mas também passa pela acção dos agentes locais.
Numa altura em que a interioridade vai ser debatida na Guarda, com a realização de um seminário, sábado, organizado pela Comissão Política Distrital do PSD, Fernando de Matos defende que "o desenvolvimento tem que ser endógeno, tem que ser apoiado por forças externas, pelo Governo central, mas muito do desenvolvimento passa por agentes locais, autarquias, associações, cidadãos que encontrem estratégias e campos para dinamizarem este processo".
Fernando de Matos considera também que em Portugal "não se valoriza o território" quando, em sua opinião, "o interior pode ter uma nova centralidade numa Europa integrada".
"Só que, esta visão, não tem passado e temos um país bipolar", lamenta Fernando de Matos, indicando que "o interior está a ser penalizado pela sua localização geográfica, por estar longe do poder".
Este professor considera ainda que "o peso da interioridade tem sido enorme no sentido em que as políticas públicas de desenvolvimento regional e macroeconómicas têm privilegiado a zona do litoral e o interior tem visto os seus recursos humanos emigrarem para o litoral".
O professor da UBI que pertence à direcção da Planicôa - Cooperativa de Planeamento e Desenvolvimento Rural, Local e Regional, sedeada na Guarda, indica que a questão da interioridade "tem um peso enorme nas questões do desenvolvimento" porque "não havendo pessoas, não há produtividade".
Fernando de Matos aponta o exemplo deste distrito como sendo "estratégico" no contexto europeu.
O universitário salienta que é "cortado" pela auto-estrada A-25 (liga o litoral à Europa), pela A-23 (ligação Norte/Sul) e pelas Linhas do Caminho-de-Ferro da Beira Alta (acesso à Europa) e Beira Baixa.

"Estrategicamente, em termos de pontos de comunicação, a Guarda podia ser um centro logístico, uma plataforma giratória. A Guarda ganha uma centralidade terrível só que é necessário transformar esta potencialidade numa realidade", defendeu.
Para combater o estigma da interioridade, o responsável considera que são precisos "agentes económicos e políticas públicas que coloquem a Guarda na nova centralidade".
"Não estamos num beco sem saída, temos derrotas e sucessos, temos a A25, a A23, a Plataforma Logística de Iniciativa Empresarial, indústrias e empresas, o distrito não é um deserto, é uma zona de baixa densidade mas temos de valorizar esses aspectos positivos", salienta à Lusa.
O presidente da Assembleia Distrital da Guarda, João Mourato, defendeu também que o "fenómeno" da interioridade "tem prejudicado o distrito".
"Todos os Governos têm acentuado de forma bastante veemente os investimentos e têm sacrificado as populações do interior a nível económico, das acessibilidades e dos investimentos do Estado", denuncia.
O autarca disse à Lusa que "o interior tem sido vítima de medidas que têm lesado as pessoas", dando o exemplo dos centros de saúde que "estão com a corda na garganta para encerrarem depois da meia-noite".
"Neste momento não há investimentos no interior e as esperanças no novo Quadro Comunitário de Apoio estão a esfumar-se em cada dia que passa", referiu o social-democrata que preside à Câmara Municipal de Mêda.
O problema da interioridade também preocupa o bispo da Diocese da Guarda, que em declarações hoje à Lusa, afirmou que "interioridade está a ser sinónimo de desertificação e abandono".
O prelado diocesano diz acreditar "na capacidade criativa e inovadora" das políticas da administração central e local "para travarem este processo e darem nova esperança às populações que apostam em continuar no nosso interior".
O Bispo da Guarda salienta ainda que a região possui muitas capacidades endógenas "quer em meios humanos quer em potencialidades naturais".
Sé Catedral da Guarda

"Há que saber identificá-las e criar as necessárias condições para que, sobretudo a partir de iniciativas empresariais centradas no potencial humano das nossas populações mais jovens, voltemos a colocar no mapa as nossas terras e a nossa região", defendeu.
ASR.
Lusa



Desertificação Humana


Leitura de um texto publicado no 
Diário do Alentejo no início dos anos 70.


fonte: Blogue PATRIMÓNIO