Showing posts with label Associações e Desenvolvimento. Show all posts
Showing posts with label Associações e Desenvolvimento. Show all posts

Wednesday, July 6, 2011

TELETRABALHO - Uma oportunidade de desenvolvimento?



O que é Teletrabalho  

Várias são as formulações conhecidas para a descrição do que é teletrabalho nomeadamente as que decorrem de projectos, experiências e empresas externas ao nosso País. Não existe uma tradução exacta, única, para as diferentes definições conhecidas pelo que pensamos que a definição contida no "Estudo do Teletrabalho em Portugal" (Fundetec, IEFP, 1998) se aproxima bastante do que consideramos uma formulação correcta do que é teletrabalho:

Teletrabalho constitui uma modalidade de trabalho com características próprias: 

 •  Distância: situação laboral em que teletrabalhador se encontra num ponto geograficamente distinto daquele em que o trabalho é realizado e/ou entregue.  
 •  Tecnologia: o recurso intensivo a meios informáticos e de telecomunicações - redes, equipamentos e aplicações/serviços - para o suporte e/ou entrega (transferência) de teletrabalho   
 • Estruturação: existência de um acordo claro (ou mesmo contratado) entre os intervenientes (teletrabalhador * empresa empregadora * cliente) que estabelece e regula as condições laborais (como) e as condições de trabalho (onde e quando) se desenvolve o teletrabalho:   
 •  Forma organizativa: a partir de casa do trabalhador, em centros de teletrabalho, escritórios satélite, teletrabalho móvel, escritórios partilhados, offshore (teletrabalho trans-fronteriço), etc.  
 •  Modalidade: formal ou informal, tempo inteiro, tempo parcial, em alternância (alguns dias por semana) ou ocasional.  



Modelos de teletrabalho

Teletrabalho é uma palavra genérica que não toma em consideração os vários modos possíveis de implementação.

No contexto do projecto AVISE, cinco diferentes formas de teletrabalho foram identificadas nos três países cobertos pelo estudo, Espanha, França e Alemanha (Milpied et al. (1996a)).

Teletrabalho a partir de casa

Nesta modalidade, o indivíduo trabalha a partir de casa, em vez de trabalhar nos locais de trabalho do costume (e.g., escritório, fábrica), usando TIC para realizar as tarefas que lhe foram atribuídas e para permanecer em contacto com uma ou várias empresas ou administrações.

Escritório satélite

O indivíduo trabalha numa unidade relativamente autónoma, geograficamente separada da empresa mãe mas em permanente contacto com ela através das telecomunicações.

Teletrabalho nómada, móbil ou itenerante

Caiem nesta categoria, principalmente, os profissionais cujo trabalho requer muitas viagens e que, graças a vários meios de comunicação electrónica, podem permanecer em contacto com as empresas que usam os seus serviços (e.g., acesso a bases de dados para consulta ou modificação).

Escritório de proximidade

Estes centros reúnem diversas TIC que são partilhadas por pessoas empregues por diferentes grandes e pequenas empresas ou por teletrabalhadores independentes, para quem não são desejáveis ou comportáveis grandes investimentos em tecnologia. Estes centros localizam-se, geralmente, próximo das residências dos teletrabalhadores e podem ser utilizados para outras actividades como a teleformação.

Centro de teleserviços ou telecottage

O centro/empresa de teleserviços utiliza TIC em rede para providenciar e comercializar serviços de informação e de comunicação (e.g., telesecretariado, serviços de telemática, teleformação, teletradução). Os trabalhadores vivem perto do telecentro, enquanto as empresas clientes se localizam à distância. Para além do fornecimento de teleserviços, muitos destes centros providenciam a compra das TIC utilizadas pelos clientes interessados.

Deve tomar-se em consideração que os termos telecentro, centro de teleserviços, telecottage e escritório de proximidade são, frequentemente, utilizados como sinónimos.

Adoptando outra perspectiva, os teletrabalhadores podem ser divididos em categorias de acordo com a regularidade com que trabalham segundo esta modalidade.

Teletrabalho regular

Estão nesta categoria os indivíduos para quem o domicílio ou o telecentro constituem o local base de trabalho, embora podendo recorrer ao trabalho por alguns dias no local de trabalho tradicional.

Teletrabalho ocasional

Encontram-se nesta categoria os indivíduos que, embora adoptando frequentemente o teletrabalho, não fazem deste regime rotina e continuam a frequentar o local de trabalho tradicional regularmente.

Teletrabalho complementar

Estão nesta categoria os indivíduos que adoptam o teletrabalho como actividade complementar em relação ao trabalho que realizam diariamente na empresa.




Vantagens e desvantagens do teletrabalho 

Apresentam-se seguidamente, de forma resumida, as vantagens/desvantagens do teletrabalho em face do teletrabalhador/da família do teletrabalhador, das empresas e da sociedade.

Vantagens do teletrabalho  

a) Vantagens para os teletrabalhadores 

  • Redução de deslocações
  • Diminuição de custos
  • Trabalho ao ritmo individual
  • Harmonia entre a vida familiar e profissional
  • Aumento das oportunidades profissionais
  • Melhoria da qualidade de vida


b) As vantagens para as Empresas 

  • Aumento de produtividade
  • Transformação da estrutura de custos da empresa
  • Flexibilidade no planeamento/estruturação de trabalho
  • Recrutamento mais eficiente / mais objectivo


c) Vantagens para a sociedade 

  • Diminuição da poluição
  • Desenvolvimento regional
  • Flexibilidade de emprego 


Desvantagens do teletrabalho 

a) Desvantagens para os teletrabalhadores 

  • Isolamento social e profissional
  • Redução das oportunidades profissionais
  • Problemas familiares
  • Falta de legislação
  • O vício do trabalho


b) Desvantagens para as empresas 

  • Maior dificuldade em controlar e supervisionar o trabalho
  • Resistência à mudança
  • Diminuição da coesão no seio da empresa
  • Investimentos associado a equipamentos/serviços de base tecnológica
  • Riscos de segurança e confidencialidade da informação


c) Desvantagens para a sociedade 

  • Implicações negativas no mercado imobiliário
  • Vulnerabilidade face à competição de potencial trabalho e mão-de-obra estrangeira
  • Infoexclusão



Associação Para o Desenvolvimento do Teletrabalho

Enquadramento Jurídico dos Teletrabalhadores

Outros sites sobre Teletrabalho:


Fontes: 


Monday, June 27, 2011

Rede de Cidadania de Montemor‐o‐Novo



O que é?
Uma rede de cidadãos, aberta, diversa, democrática e apartidária, que pretende exercer a sua cidadania participativa para a construção de um futuro mais solidário, sustentável e próspero em Montemor-o‐Novo.

Porque existimos?
Queremos assumir responsabilidade na condução dos nossos destinos e qualidade de vida, para nós e para as futuras gerações promovendo localmente o diálogo e a dinamização de projectos nas áreas económica, social, cultural e ambiental.

Como vemos o nosso futuro?
Maior autonomia da comunidade local com o aumento da capacidade de resposta a acontecimentos locais ou globais, como são hoje a estagnação da economia, a exclusão social, os problemas ambientais e a excessiva dependência dos combustíveis fósseis e outros recursos não renováveis.

Quais são os nossos princípios de actuação?
Temos por base a Declaração Universal dos Direitos do Homem e os Princípios da Carta da Terra que defendem os valores pelos quais esta rede de cidadãos se irá reger no decorrer da sua existência, honrando a ética, a honestidade, a transparência e a humildade para assim construir confiança e credibilidade junto da sociedade civil de Montemor‐o‐Novo.

“A Carta da Terra é um amplo reconhecimento, declaração e consenso global sobre ética e valores para um futuro sustentável. Desenvolvido ao longo de um período de dez anos, no que foi chamado o mais extenso processo de consulta global associada a uma declaração internacional, a Carta da Terra foi formalmente aprovada por mais de 2500 organizações, incluindo instituições globais como a UNESCO e a União Mundial para a Conservação da Natureza (IUCN).“

Está traduzida em mais de 40 línguas e disponível em: http://www.earthcharterinaction.org/content/pages/Read‐the‐Charter.html

O que pretende esta rede ou movimento?
Objectivos:
  • Chamar a população de Montemor à participação, contando com o interesse, paixão e responsabilidade de cada um para que, em conjunto, possamos iniciar um novo ciclo de cidadania em Montemor‐o‐Novo.
  • Dinamizar consciência colectiva para as questões da sustentabilidade.
  • Formular propostas concretas e desenvolver acções para a sua implementação, nos diferentes domínios e de acordo com as competências reunidas.


Se pretende contactar ou ser contactado por esta Rede, pode-o fazer através do endereço de correio electrónico cidadania.montemor@gmail.com e receberá a resposta de um dos elementos do grupo coordenador, tão rápido quanto seja possível.

Wednesday, June 22, 2011

SUÃO - Associação para o Desenvolvimento Comunitário de S. Miguel de Machede

QUANDO O NOSSO FUTURO TAMBÉM É UMA QUESTÃO NOSSA

Bravo Nico
Presidente da Direcção
jbn@uevora.pt

São Miguel de Machede é uma freguesia do concelho de Évora, onde habita cerca de um milhar de pessoas. Uma pequena vila como tantas outras. No entanto, este território possui uma particular peculiaridade, que o distingue de todas as outras vilas e aldeias do Alentejo: é a nossa terra!

A nossa terra não é uma simples expressão do quotidiano. É, normalmente, a tradução de um forte sentimento, contextualizado geográfica e socialmente, que faz com que aquele(a) que a utiliza deixe transparecer um laço assumido e decisivo com um território e uma comunidade.

A nossa terra implica dois compromissos: o primeiro, aquele que decorre de pertencermos a um sítio, a uma comunidade e a um tempo; o segundo, o que resulta de assumirmos, com esse sítio e essa comunidade, a responsabilidade de, ali, percorrermos parte significativa do nosso tempo vital. Ali, não noutro local que não seja aquele que é limitado por aquele território e por aquelas pessoas.

Foi esta decisão - a de viver ali, com aquelas pessoas - que um grupo de habitantes de São Miguel de Machede tomou, quando, em Março de 1998 criou a SUÃO-Associação para o Desenvolvimento Comunitário.


Porquê SUÃO?...

O nome tinha que transmitir uma mensagem de esperança e de capacidade empreendedora.

SUÃO remete-nos para a fatalidade do vento que nasce na fornalha africana e nos rouba água e a frescura. Mas SUÃO é também um dos ventos que, como qualquer outro, faz girar as pás dos moinhos, possibilitando a transformação do cereal em farinha. Por outro lado, SUÃO é o título de uma obra referencial da cultura alentejana escrita por Armando Antunes da Silva (1921-1997), na qual se descreve a eterna luta do(a) alentejano(a) contra uma natureza e uma circunstância social adversas.

Para nós, SUÃO traduz a luta do Alentejo, na qual a capacidade de resistência e de criatividade do(a) alentejano(a) sempre se conseguiu sobrepor a uma Natureza rude e mínima e a contextos políticos, sociais e económicos esvaziadores de pessoas, oportunidades e esperanças. Era esta a nossa mensagem: fazer o máximo com o mínimo; construirmos as nossas vidas, aqui, com estas pessoas, neste tempo.



Fonte: http://www.suao.pt/

Thursday, March 17, 2011

Terras Dentro - Associação para o Desenvolvimento Integrado


Terras Dentro - Associação para o Desenvolvimento Integrado, entidade declarada de Utilidade Pública, sem fins lucrativos, autónoma e independente de qualquer tipo de poder, nasceu em 1991 na vila de Alcáçovas, concelho de Viana do Alentejo, onde tem a sua sede.

Apoiar e estimular localmente o desenvolvimento integrado do mundo rural, começou por ser o objectivo. Ou seja: desenvolver sem desruralizar; aproveitar as potencialidades sem afectar os equilíbrios naturais; valorizar as gentes, respeitando a sua autenticidade; promover a cultura, dignificando o Homem. Porém, as aceleradas mutações a que esta aldeia global onde vivemos está sujeita, depressa conferiu outra dimensão ao objectivo inicial da Associação. Houve que preservá-lo, adaptando os processos de concretização; houve que apreender novos conceitos e articulá-los com aquele objectivo; houve que fazer do mundo o local, e estar preparado para agir no "sítio onde as coisas acontecem"... seja onde fôr.

É com este espírito que Terras Dentro tem trabalhado e para o fazer com eficácia, desenvolveu metodologias de acção e um conjunto de capacidades: conhecimento profundo do meio em que se insere; adaptação rápida às novas realidades que se lhe deparam; visão global dos processos de desenvolvimento; predisposição para a conjugação de esforços com outras entidades e instituições; participação nos processos definidores de políticas de ordenamento e planeamento; análise e diagnóstico de situações-problema para elaboração de propostas de intervenção adequadas; formação e qualificação dos recursos humanos existentes; concepção de mecanismos e instrumentos de acção social e económica, numa perspectiva integrada; preservação e promoção dos valores patrimoniais, culturais e ambientais; lançamento de iniciativas susceptíveis de captar apoios.

Foi constituída em 19 de Abril de 1991, no Cartório Notarial de Viana do Alentejo (Publicação no DR nº 159/91, III Série, de 13 de Julho).

Terras Dentro
Rua do Rossio de Pinheiro
7090-049 ALCÁÇOVAS - PORTUGAL

Telefone: +351 266 948 070 
Fax: +351 266 948 071
E-mail: atd@terrasdentro.pt



Wednesday, January 5, 2011

Associações & Desenvolvimento

ECO ALDEIAS


Está em fase de criação a "Rede Portuguesa de Ecoaldeias e Comunidades Sustentáveis". O objectivo é promover o desenvolvimento de comunidades humanas sustentáveis em Portugal.

Para isso pretende-se:

  • Facilitar a troca de informações e a colaboração entre todos os membros, portugueses e pertencentes à rede mundial.
  • Disseminar o conceito de ecoaldeia, práticas e centros de demonstração.
  • Encorajar sistemas que integrem ecologia, educação, mecanismos de participação em decisões, espiritualidade, bem como tecnologias e negócios ecológicos.
  • Os membros da Rede são eco-aldeias, pessoas individuais, eco-projectos, eco-quintas e outras entidades interessadas neste tema. Obviamente que o seu desenvolvimento está dependente da existência de membros, por isso caso o assunto lhe interesse não hesite em inscrever-se.


O modo de funcionamento da Rede ainda não está bem estruturado, estando a ser presentemente desenvolvido através da valiosa ajuda de voluntários do projecto e das eco-comunidades que quiserem participar no mesmo.

Actualmente os projectos em curso resumem-se a acções de divulgação e/ou formação, ao Encontro Vida Verde, ao desenvolvimento deste site, e à troca de experiências e informações entre os seus membros, através de uma mailing list http://br.groups.yahoo.com/group/ecoaldeias e do fórum geral da RPE: http://www.eco-gaia.net/forum-pt/index.php#6 .

A curto e médio prazo serão promovidos encontros como o Vida Verde, acções de formação, além de outros projectos. A longo prazo será assegurada assistência e consultoria a eco-comunidades.

Saturday, November 6, 2010

Associações & Desenvolvimento

  Fórum Alentejo 2015
 
  O Fórum Alentejo 2015 é um movimento informal de cidadãos, de carácter geracional, dedicado ao estudo, promoção e debate de estratégias e acções para um desenvolvimento sustentável do Alentejo, nas suas diversas vertentes económicas, sociais, ambientais e culturais.
   A sua existência, missão e objectivos baseiam-se nas seguintes premissas:

  • Forte preocupação sobre o futuro da região e sobre a necessidade de caminhar para um novo modelo de desenvolvimento.
  • Vontade de contribuir de forma activa para um debate aberto, construtivo e participativo sobre os desafios que se colocam à região.

Missão

  O Fórum Alentejo 2015 pretende promover a informação, o debate e a discussão sobre os problemas estruturantes, estratégias de desenvolvimento e iniciativas concretas para esta Região, na consciência de que este é um momento determinante para o sucesso das actuais e futuras gerações.

Visão

  Contribuir para o desenvolvimento de uma visão estratégica a 10 anos, pensando sempre no longo prazo e não em perspectivas efémeras, imediatistas e tradicionalistas. Este fórum será o catalizador desta visão, contribuindo com Conhecimento, Inovação, Competências e capacidade de Comunicação e Mobilização de vontades e esforços.

Objectivos
  • Promover o debate e o conhecimento das questões estratégicas do desenvolvimento junto da população do Alentejo;
  • Facilitar consensos e influenciar decisores sobre as opções estruturantes da região;
  • Formar futuros quadros dirigentes e gestores que possam, com as competências adquiridas, contribuir para um melhor aproveitamento das nossas vantagens competitivas.
Preocupações e Ambições

  Passados 20 anos sobre a adesão de Portugal à CEE, decorridos 3 Quadros Comunitários de Apoio, investidos muitos milhões de Euros, a região Alentejo está cada vez mais longe do nível de vida das regiões mais desenvolvidas da União Europeia.

 O Alentejo está em perda demográfica desde meados do século passado, tem uma população cada vez mais envelhecida e o mais preocupante é que não consegue reter a população mais jovem e mais qualificada, hipotecando o seu futuro.

   Existe hoje consciência das causas estruturais dos problemas de desenvolvimento do Alentejo, algumas das quais remontam a muitas décadas; contudo, a sua prevalência na actualidade radica nos baixos níveis de sucesso das áreas da Educação, Formação, Empreendedorismo e Dinamização Empresarial, Emprego, entre outras; e acima de tudo na ausência de definição de uma estratégia regional sólida e coerente.

  Num contexto global em que as regiões competem e/ou cooperam umas com as outras, que assumem as suas próprias estratégias de desenvolvimento adaptadas às suas necessidades e potencialidades, que reforçam a sua autonomia e capacidade de intervenção, o Alentejo continua a ter dificuldades em definir o seu rumo.

O que queremos:

  • Um modelo de desenvolvimento regional sustentável que permita ao Alentejo caminhar para um futuro mais próspero, com mais oportunidades para os seus cidadãos e que possa atingir o rumo da convergência europeia em matéria de qualidade de vida.
  • Um Alentejo que se afirme enquanto região de excelência, que valorize os seus recursos, os seus territórios, as suas identidades, as suas dinâmicas económicas, os seus agentes e as suas populações.
  • Uma região Alentejo que contribua para o desenvolvimento de Portugal, que produza riqueza, que crie empregos, que se afirme num todo nacional em que a união das diversas realidades regionais e metropolitanas, traga mais coesão, melhor competitividade e maior sustentabilidade.

Para onde queremos caminhar:

  Como corolário, é convicção dos promotores deste movimento, a importância essencial de despertar e mobilizar as forças da sociedade alentejana para a geração de consensos relativamente às estratégias de desenvolvimento e de energias para a sua boa implementação. Em suma, é fundamental pensar de forma estratégica, analisando objectivamente os factores estruturais e conjunturais do nosso atraso. É imperativo ter um visão integrada a 10 anos, tempo mínimo suficiente para concretizar e obter os primeiros resultados das apostas que agora se fizerem. A marca adoptada - Alentejo 2015 - pretende precisamente simbolizar a essência deste movimento: contribuir para construir soluções sólidas, de valor acrescentado e que sejam pilares de uma nova fase para o desenvolvimento sustentável e para a qualidade de vida das nossas populações. Ambicionamos, portanto, uma Agenda de prioridades para o Desenvolvimento Regional Sustentável do Alentejo.

In Fórum Alentejo 2015: http://www.alentejo2015.com

Sunday, September 12, 2010

Associações & Desenvolvimento


Começa aqui a rubrica: Associações & Desenvolvimento
  

    "Acção, Liberdade, Desenvolvimento, Educação, Investigação, Ambiente" é o lema da associação ALDEIA. Desde 2003 que esta associação transmontana tem como objectivo contribuir para um desenvolvimento sustentável, fundamentado na conservação da Natureza e na preservação da Cultura e Tradições que sobrevivem nos meios rurais.
    Os caminhos que a ALDEIA pretende percorrer, conhecer e divulgar são os da beleza romântica da vida no campo e nas aldeias, que apesar de dura e difícil, guarda muitos segredos e valores que simbolizam o respeito e a ligação equilibrada do Homem com a Natureza. 
    Na tentativa de divulgar e valorizar estes modos de vida, pretende-se criar novas ideias e linhas de acção para uma constante revitalização dos espaços rurais, recorrendo a novas tecnologias e renovando conceitos na busca de uma ruralidade moderna e dinâmica, mas também saudável e sustentável. 
    Em simultâneo, a associação pretende lançar um olhar atento sobre os problemas que afectam o Mundo Rural e a Biodiversidade, intervindo na compatibilização do progresso com o desenvolvimento sustentável e com a conservação dos recursos naturais.
   A ALDEIA promove acções de educação e formação nas áreas do Ambiente e Conservação da Natureza; divulgação e valorização da cultura e das tradições rurais, e dinamização do voluntariado e associativismo. 
    Assumindo um carácter generalista e integrador, a associação tem tentado diversificar os tipos de actividades que organiza, bem como a abordagem que faz às diversas temáticas. 
    
Entre as diversas actividades que têm vindo a ser realizadas desde a constituição da associação, destacam-se: 
Festival Sons e Ruralidades 
Encontro Pelo Rio Sabor 
Jornadas e Oficinas sobre Ecoconstrução 
Jornadas de Recuperação de Aldeias Abandonadas 
Jornadas sobre Biodiversidade e Mundo Rural 
Cursos de Identificação e Conservação de Cogumelos Silvestres 
Cursos de Etnobotânica e Identificação de Flora Selvagem 
Cursos de Identificação, Biologia e Conservação de Aves de Rapina 
Cursos e Jornadas sobre Medicina e Recuperação de Animais Selvagens 
Participação no Programa Antídoto - Portugal 
Acções de Educação Ambiental 
Encontro de Cinema: Olhares sobre o Mundo Rural 
Projecto Actividades Rurais em Extinção 
Projecto CEIFA – Centro de Educação, Interpretação e Formação Ambiental 
Expedições, Maratonas e Cursos de Fotografia da Natureza 
Saídas de Campo, Passeios e Expedições Temáticas 
Participação em Feiras, Mostras e Eventos diversos 
Campos de Trabalho Internacionais para recuperação de Património.


    Com este belo exemplo podemos ver como as associações locais e os movimentos cívicos são fundamentais no bom combate à desertificação e ao despovoamento do interior português. Espero que floresçam muitas mais associações deste género em Portugal.