Monday, February 21, 2011

Desertificação Humana


Leitura de um texto publicado no 
Diário do Alentejo no início dos anos 70.


fonte: Blogue PATRIMÓNIO

Wednesday, February 9, 2011

"Evolução" dos transportes ferroviários em Portugal.

O transporte ferroviário é a transferência de pessoas ou bens, entre dois locais geograficamente separados, efectuada por um comboio, automotora ou outro veículo semelhante. O comboio ou seu equivalente circula numa via férrea composta por carris dispostos ao longo de um percurso determinado. Paralelamente, existe um sistema de sinalização e, por vezes, um sistema de electrificação. A operação é realizada por uma empresa ferroviária, que se compromete a fazer o transporte entre as estações ferroviárias. A potência para o movimento é fornecida por um motor a vapor, diesel ou motor eléctrico de transmissão. O transporte ferroviário é o mais seguro dos transportes terrestres.


O transporte ferroviário é uma parte fundamental da cadeia logística que facilita as trocas comerciais e o crescimento económico. É um meio de transporte com uma elevada capacidade de carga e energeticamente eficiente, embora careça de flexibilidade e exija uma contínua aplicação de capital. Está particularmente vocacionado para o transporte de cargas de baixo valor total, em grandes quantidades, entre uma origem e um destino, a grandes distâncias, tais como: minérios, produtos siderúrgicos, agrícolas e fertilizantes, entre outros.


O início do transporte ferroviário data do Século VI a.C. Com o desenvolvimento do motor a vapor, foi possível iniciar uma expansão dos principais caminhos de ferro, que foram um componente muito importante durante a revolução industrial. Com o avanço da tecnologia, foram lançados comboios eléctricos e os comboios a vapor foram substituídos por motores a diesel. Na década de 1960, surgiu o comboio de alta velocidade, tornando este tipo de transporte cada vez mais rápido e acessível.



Inauguração do Caminho-de-Ferro em Portugal (28 de Outubro de 1856)
Aguarela de Alfredo Roque Gameiro


Os caminhos de ferro e a história portuguesa


Na segunda metade do século XIX, os elementos da elite política, económica e intelectual esforçavam-se por encontrar uma forma de modernizar o país. Muitos defendiam que o desenvolvimento estava na construção de vias de comunicação. Após a construção da primeira linha de ferro em Inglaterra, em 1825, admitia-se a sua introdução também em Portugal. Mas o país ainda não estava recomposto das guerras civis e das agitações políticas que tinha enfrentado recentemente e, como tal, não possuía o capital necessário para tão grandioso investimento.


No entanto, os projectos foram sendo apresentados e, após a criação da Companhia das Obras Públicas em Portugal, em 1844, é proposta a construção do caminho-de-ferro entre Lisboa e a fronteira espanhola, proporcionando a possibilidade de ligação com o resto da Europa (Figura 5). Mas só em 1856 é inaugurado o primeiro troço daquilo que viria a ser a rede ferroviária nacional, entre Lisboa e o Carregado. Demoraria, no entanto, mais de meio século a ser concluída (Os caminhos, 2009).


Os anos oitenta vão encontrar os caminhos de ferro portugueses numa verdadeira estagnação. Apesar da vontade do estado em atribuir verbas para o desenvolvimento deste meio de transporte, os resultados práticos visíveis são reduzidos. Mesmo com a entrada de Portugal para aComunidade Económica Europeia, o panorama ferroviário pouco muda. Os apoios atribuídos ao país eram canalizados, maioritariamente, para a construção de estradas, vias rápidas e auto-estradas.


Apenas na década de noventa o caminho-de-ferro volta a receber alguma atenção por parte do estado. São investidas largas verbas para a realização de obras de grande envergadura. São adquiridas novas locomotivas eléctricas e electrificados alguns troços da rede ferroviária. Com o final do século, Portugal vê-se na situação de grande estaleiro ferroviário. Entram no país comboios com tecnologia pendular, a linha da Beira Alta está apta a receber comboios de grande tonelagem, com locomotivas eléctricas, é construída a ligação ferroviária que liga Lisboa à margem sul do Tejo, utilizando a ponte 25 de Abril. Em Lisboa, é construída a Estação do Oriente e com ela uma verdadeira plataforma intermodal de transportes, incluindo ligação ao metro e aos autocarros (Lima, [2009?]).


Relativamente ao comboio de alta velocidade, a ideia inicial surgiu ainda na década de oitenta, prolongando-se no tempo até aos dias de hoje. Foram feitos vários estudos, resultantes da necessidade de integração europeia do nosso caminho de ferro de forma articulada com a introdução da alta velocidade ferroviária (Primeiras, 2009). Prevê-se que até 2013 o traçado Lisboa – Madrid esteja concluído e a viagem Lisboa – Porto possa ser realizada em alta velocidade a partir de 2015 (Planeamento, 2009).



Mapa das vias de comunicação em Portugal, publicado no livro de Geografia da Livraria Escolar Progredior, Porto, para as 3.ª e 4.ª classes. Ano de 1955. Notem-se os projectos das vias férreas datados das décadas de 1930 e 1940 que nunca foram executados. Note-se ainda a distribuição dos campos e centros de aviação.




Rede Ferroviária actual (2011). No entanto este ano já foi encerrado o ramal de Cáceres no Distrito de Portalegre. Ao longo dos anos muitas estações, apeadeiros e ramais tem sido encerrados tendo como critério a fraca rentabilização e procura por parte das populações e a excessiva despesa com material obsoleto e degradado.




Wednesday, January 26, 2011

Paisagens Protegidas

Definição:


Segundo o Decreto-Lei 613/76 de 27 de Julho, Paisagem Protegida (PP) “corresponde ao que por vezes se tem designado por reserva de paisagem; com efeito, propõe-se salvaguardar áreas rurais ou urbanas onde subsistem aspectos característicos na cultura e hábitos dos povos, bem como nas construções e na concepção dos espaços, promovendo-se a continuação de determinadas actividades (agricultura, pastoreio, artesanato, etc.), apoiadas num recreio controlado e orientado para a promoção social, cultural e económica das populações residentes e em que estas participam activa e conscientemente”. As PP classificadas ao abrigo deste Decreto, caso da Serra do Açor e da Arriba Fóssil da Costa da Caparica, são de âmbito nacional e geridas pelo ICNB.

Segundo o Decreto-Lei nº 19/93 de 23 de Janeiro, a Paisagem Protegida passa a ter interesse regional ou local e corresponde a “uma área com paisagens naturais, semi-naturais e humanizadas, de interesse regional ou local, resultantes da interacção harmoniosa do homem e da Natureza que evidencia grande valor estético ou natural”. São exemplos as PP de Corno do Bico, da Serra de Montejunto, das Lagoas de Bertiandos e São Pedro de Arcos e da Albufeira do Azibo, todas com gestão municipal.


Paisagens Protegidas no interior de Portugal:

  • Albufeira do Azibo - Trás-os-Montes
  • Serra do Açor - Beira Alta
Serra do Açor

Piodão - Serra do Açor

Rio Azibo

Albufeira do Azibo


Reservas Naturais



Definição:

Uma reserva natural é “uma área destinada à protecção da flora e da fauna”. As reservas integrais são zonas de protecção integral demarcadas no interior de Áreas Protegidas “destinadas a manter os processos naturais em estado imperturbável” enquanto as reservas marinhas constituem áreas demarcadas nas Áreas Protegidas que abrangem meio marinho destinadas a assegurar a biodiversidade marinha.

Estão classificadas como reservas naturais as Dunas de São Jacinto, a Serra da Malcata, o Paul de Arzila, as Berlengas, o Paul do Boquilobo, o Estuário do Tejo, o Estuário do Sado, as Lagoas de Santo André e da Sancha e o Sapal de Castro Marim e Vila Real de Santo António.



Reservas Naturais situadas no interior de Portugal:

  • Reserva Natural da Serra da Malcata - Beira Alta






Parques Naturais

Definição:

Área que se caracteriza por conter paisagens naturais, seminaturais e humanizadas, de interesse nacional, sendo exemplo de integração harmoniosa da actividade humana e da Natureza e que apresenta amostras de um bioma ou região natural.

Em Portugal continental, existem actualmente treze Parques Naturais: Montesinho; Douro Internacional; Litoral Norte; Alvão; Serra da Estrela; Tejo Internacional; Serras de Aire e Candeeiros; São Mamede; Sintra-Cascais; Arrábida; Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina; Vale do Guadiana; e Ria Formosa. Os Parques Naturais da Serra da Estrela e da Arrábida foram criados em 1976, enquanto o do Litoral Norte data de 2005.

Parques Naturais no interior de Portugal:

Montesinho - Trás-os-Montes
Douro Internacional - Trás-os-Montes
Alvão - Trás-os-Montes
Serra da Estrela - Beira Alta
Tejo Internacional - Beira Baixa
Serra de S. Mamede - Alto Alentejo
Vale do Guadiana - Baixo Alentejo



Wednesday, January 5, 2011

Novo Colaborador


A partir de hoje contamos com a colaboração do Carlos Marques Sousa, Mestre em Gestão e natural das Galveias, no distrito de Portalegre. Partindo da temática da sua dissertação de Mestrado sobre um "MODELO ESTRATÉGICO PARA A REORGANIZAÇÃO ECONÓMICO E ESTRUTURAL DO INTERIOR DO TERRITÓRIO PORTUGUÊS" iremos certamente contar com contribuições de elevada qualidade e interesse para a minimização da desertificação humana do interior de Portugal.

Bem-vindo Carlos Marques Sousa.

Associações & Desenvolvimento

ECO ALDEIAS


Está em fase de criação a "Rede Portuguesa de Ecoaldeias e Comunidades Sustentáveis". O objectivo é promover o desenvolvimento de comunidades humanas sustentáveis em Portugal.

Para isso pretende-se:

  • Facilitar a troca de informações e a colaboração entre todos os membros, portugueses e pertencentes à rede mundial.
  • Disseminar o conceito de ecoaldeia, práticas e centros de demonstração.
  • Encorajar sistemas que integrem ecologia, educação, mecanismos de participação em decisões, espiritualidade, bem como tecnologias e negócios ecológicos.
  • Os membros da Rede são eco-aldeias, pessoas individuais, eco-projectos, eco-quintas e outras entidades interessadas neste tema. Obviamente que o seu desenvolvimento está dependente da existência de membros, por isso caso o assunto lhe interesse não hesite em inscrever-se.


O modo de funcionamento da Rede ainda não está bem estruturado, estando a ser presentemente desenvolvido através da valiosa ajuda de voluntários do projecto e das eco-comunidades que quiserem participar no mesmo.

Actualmente os projectos em curso resumem-se a acções de divulgação e/ou formação, ao Encontro Vida Verde, ao desenvolvimento deste site, e à troca de experiências e informações entre os seus membros, através de uma mailing list http://br.groups.yahoo.com/group/ecoaldeias e do fórum geral da RPE: http://www.eco-gaia.net/forum-pt/index.php#6 .

A curto e médio prazo serão promovidos encontros como o Vida Verde, acções de formação, além de outros projectos. A longo prazo será assegurada assistência e consultoria a eco-comunidades.