Mais de 1/3 dos municípios portugueses, sobretudo no interior, tem menos de 10 mil habitantes. Um total de 110 dos 308 municípios portugueses têm menos de 10 mil habitantes, 93 deles localizados em Portugal continental, 12 nos Açores e 5 na Madeira. Cerca de metade (53) destes 110 municípios têm 5 mil ou menos habitantes. Em Portalegre são 12 os concelhos com menos de 10 mil habitantes e 9 deles com menos de 5 mil. Em Beja são 10 os municípios com menos de 10 mil habitantes, em Évora e na Guarda são 9, em Bragança 8, em Vila Real, Viseu e Santarém 7 e 6 em Castelo Branco. Barrancos, com 1697 habitantes, é o município com a população mais reduzida do continente, Porto Moniz, com 2645 habitantes, é o concelho com menos gente na Madeira e o Corvo, nos Açores, com apenas 488 pessoas, é o município mais pequeno de todo o país.
Thursday, June 9, 2011
Despovoamento impulsiona «regeneração» da floresta
A floresta portuguesa está a passar por um fenómeno de regeneração espontânea apontado esta sexta-feira por especialistas da área como a forma «mais barata» de solução para o abandono do mundo rural e para as suas consequências gravosas, como incêndios florestais.
Afinal, dizem os peritos, a solução pode estar no próprio problema pois é o despovoamento e o abandono da agricultura tradicional que parecem estar a impulsionar esta «regeneração natural, com espécies indígenas de Portugal a brotarem espontaneamente por todo o lado».
O fenómeno foi hoje abordado no final da conferência internacional que juntou durante quatro dias, em Bragança, cientistas de 46 países, numa iniciativa do grupo de ecologia da paisagem da IUFRO, a União Internacional de Organizações de Investigação Florestal.
Os desafios e soluções para as terras agrícolas abandonadas, como acontece nas regiões portuguesas do inteiro, mas também em toda a Europa, foi o tema do último simpósio. As florestas autossustentáveis são a proposta dos investigadores Carlos Aguiar e Henrique Miguel Pereira para a transição.
«Mais do que plantar floresta de novo é cuidar da que está a nascer e está a nascer muita floresta por todo o lado. É uma boa política identificar onde essa floresta está a nascer e apoiá-la e cuidá-la, e é uma forma barata de o fazer», defendeu Carlos Aguiar.
A primeira medida para este investigador deverá passar por «apostar em apoiar esta regeneração natural de espécies indígenas de Portugal como os carvalhos, azinheiras e sobreiros, que está a surgir espontaneamente por todo o lado».
O espaço para esta regeneração foi cedido justamente, segundo dizem, pelo abandono da agricultura e o despovoamento. O reaparecimento destas espécies dar um contributo «a média prazo» para haver menos fogos florestais em Portugal, na opinião de Henrique Miguel Pereira.
Fonte: tvi24/CLC | 24- 9- 2010
Wednesday, June 1, 2011
Aldeia deserta no concelho de Viseu
RTP 2011-06-01
Vamos conhecer agora uma aldeia onde não mora ninguém. Fica no concelho de Viseu. O último habitante foi embora há um ano.
Fonte: RTP
Tuesday, April 5, 2011
Livro Verde sobre a Coesão Territorial – Transformar a diversidade territorial numa força
O objectivo do debate sobre a coesão territorial era chegar a uma compreensão melhor e partilhada da coesão territorial e das suas implicações na elaboração de políticas.
A consulta teve lugar entre princípios de Outubro de 2008 e finais de Fevereiro de 2009. Pretendia-se obter, principalmente, as contribuições das partes interessadas dos departamentos dos respectivos governos nacionais e das autoridades regionais e locais, das instituições da UE, dos parceiros económicos e sociais, das organizações da sociedade civil, de membros do mundo académico e dos cidadãos.
Resultados iniciais da consulta
O índice de respostas, inclusive se considerarmos unicamente o seu aspecto quantitativo, foi extremamente encorajador. Além disso, a qualidade, a profundidade e a exaustividade das mesmas, não só vai permitir à União Europeia dispor de uma perspectiva inestimável sobre as futuras necessidades nesta área política, como também deu um impulso considerável para garantir que se concede ao tema da coesão territorial a importância que todos nós exigimos, como partes interessadas.
Mensagens do debate
Em primeiro lugar, a grande questão que se coloca é: o que é a coesão territorial? Como podemos defini-la? Curiosamente, ainda não conseguimos chegar a nenhuma conclusão válida sobre esta questão central. Muitas das contribuições apelavam a uma definição clara, enquanto que outras contrapunham que isso seria contrário à própria diversidade do contexto europeu, em todas as suas dimensões. Mas, pelo menos, conseguiu-se chegar a uma compreensão comum dos princípios de base e dos elementos-chave. A coesão territorial é:
- Garantir o desenvolvimento harmonioso de diferentes territórios;
- Permitir que os cidadãos possam aproveitar o melhor possível as características inerentes a esses territórios;
- Transformar a diversidade num bem capaz de contribuir para o desenvolvimento sustentável de todo o território da União Europeia;
- Completar e reforçar a coesão económica e social.
A coesão territorial não pretende modificar os aspectos fundamentais da política de coesão, que continua a ser uma política de desenvolvimento centrada nas capacidades e não nas compensações, e que, ao mesmo tempo, se mantém atenta às preocupações relativas à subsidiariedade.
A coesão territorial, graças ao seu objectivo de promover um desenvolvimento harmonioso e equilibrado, possui uma dimensão de solidariedade que apela à redução das disparidades territoriais e a um acesso justo às oportunidades. Nesse sentido, o objectivo económico de se alcançar um bom funcionamento do mercado único, coaduna-se perfeitamente com a visão actual da política de coesão.
A coesão territorial não significa que as compensações sejam atribuídas automaticamente em função de uma determinada situação geográfica. Por outro lado, pode implicar que as políticas públicas se tornem mais responsáveis em relação às diferentes necessidades e possibilidades de todos os tipos de territórios através da Europa.
Isto quer dizer que a dimensão territorial precisa de ser reforçada a todos os níveis e em todas as fases da elaboração e da implementação das políticas. Nesta parte do debate, chegou-se a um consenso sobre as seis vertentes seguintes:
- A coordenação das políticas públicas a diferentes níveis
- Mais informação sobre os impactos territoriais
- Melhoria da governação multi-nível
- A necessidade de abordagens funcionais – Sim às regiões, mas também é necessário considerar outras zonas geográficas de maneira adequada como, por exemplo, as bacias hidrográficas, as zonas montanhosas, as redes de cidades, as áreas metropolitanas ou os bairros desfavorecidos. Tudo é uma questão de flexibilidade.
- A cooperação territorial como um importante bem europeu
- A necessidade de dispor de mais dados a fim de melhor conhecer o território
Ver o documento de consulta:
Thursday, March 17, 2011
Terras Dentro - Associação para o Desenvolvimento Integrado
Terras Dentro - Associação para o Desenvolvimento Integrado, entidade declarada de Utilidade Pública, sem fins lucrativos, autónoma e independente de qualquer tipo de poder, nasceu em 1991 na vila de Alcáçovas, concelho de Viana do Alentejo, onde tem a sua sede.
Apoiar e estimular localmente o desenvolvimento integrado do mundo rural, começou por ser o objectivo. Ou seja: desenvolver sem desruralizar; aproveitar as potencialidades sem afectar os equilíbrios naturais; valorizar as gentes, respeitando a sua autenticidade; promover a cultura, dignificando o Homem. Porém, as aceleradas mutações a que esta aldeia global onde vivemos está sujeita, depressa conferiu outra dimensão ao objectivo inicial da Associação. Houve que preservá-lo, adaptando os processos de concretização; houve que apreender novos conceitos e articulá-los com aquele objectivo; houve que fazer do mundo o local, e estar preparado para agir no "sítio onde as coisas acontecem"... seja onde fôr.
É com este espírito que Terras Dentro tem trabalhado e para o fazer com eficácia, desenvolveu metodologias de acção e um conjunto de capacidades: conhecimento profundo do meio em que se insere; adaptação rápida às novas realidades que se lhe deparam; visão global dos processos de desenvolvimento; predisposição para a conjugação de esforços com outras entidades e instituições; participação nos processos definidores de políticas de ordenamento e planeamento; análise e diagnóstico de situações-problema para elaboração de propostas de intervenção adequadas; formação e qualificação dos recursos humanos existentes; concepção de mecanismos e instrumentos de acção social e económica, numa perspectiva integrada; preservação e promoção dos valores patrimoniais, culturais e ambientais; lançamento de iniciativas susceptíveis de captar apoios.
Foi constituída em 19 de Abril de 1991, no Cartório Notarial de Viana do Alentejo (Publicação no DR nº 159/91, III Série, de 13 de Julho).
Terras Dentro
Rua do Rossio de Pinheiro
7090-049 ALCÁÇOVAS - PORTUGAL
Telefone: +351 266 948 070
Fax: +351 266 948 071
E-mail: atd@terrasdentro.pt
Fonte: http://www.terrasdentro.pt/
Monday, March 7, 2011
Artes & Tradições: Entrudo chocalheiro de Trás-os-Montes
Caretos de Podence
"Os Caretos representam imagens diabólicas e misteriosas que todos os anos desde épocas que se perdem no tempo saem à rua nas festividades carnavalescas de Podence – Macedo de Cavaleiros.
Interrompendo os longos silêncios de cada Inverno, como que saindo secretos e imprevisíveis dos recantos de Podence, surgem silvando os Caretos e seus frenéticos chocalhos bem cruzados nas franjas coloridas de grossas mantas."
Fonte: www.youtube.com
Artes & Tradições: Diabo chocalheiro pede para o menino Jesus
Em Trás-os-Montes, o sagrado e o profano unem-se durante o inverno. A figura do Chocalheiro de Bemposta é uma das mais fortes e, também, das tradições menos conhecidas. Saiu à rua no primeiro dia do ano.
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