Saturday, November 16, 2013

Números de 2011 confirmam envelhecimento e despovoamento do interior


Jornal Público - 25/06/2013

O estudo “Onde e como se vive em Portugal” do INE revela realidade da população portuguesa em 2011.



Os novos dados divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE), no relatório “Onde e como se vive em Portugal”, relativo ao ano de 2011, vêm confirmar o cenário de um país com 10,6 milhões de habitantes, cuja população é mais escassa no interior e com um número significativo de idosos a viverem sozinhos ou na companhia de outros idosos.



O estudo reflecte sobre a realidade da população e da habitação em Portugal, distribuída por Nomenclaturas de Unidades Territoriais (NUTS II), ou seja, por sete sub-regiões: Norte, Centro, Lisboa, Alentejo, Algarve, Açores e Madeira.



A maior densidade populacional encontra-se na região de Lisboa, com 940 habitantes por Km2, no entanto, ocupa o segundo lugar (27%) da região mais populosa de Portugal, sendo a região Norte a detentora do maior número de residentes (com 35%).



A região Centro ocupa o terceiro lugar, com 22% da população portuguesa. Os municípios mais populosos do país são Lisboa (548 mil), Sintra (378 mil), Vila Nova de Gaia (302 mil), Porto (238 mil) e Cascais (206 mil), todos exemplos do litoral português.



Em contrapartida, os municípios com menor índice populacional são o Corvo, nos Açores, (430 habitantes), Barrancos, no Alentejo, (1.800), Porto Moniz, no arquipélago da Madeira, (2.700), Alcoutim, no Algarve, (3 mil), Penedono, no distrito de Viseu, (3 mil), e Castanheira de Pera, no distrito de Leiria, (3.200).



Segundo o estudo, resultante das conclusões definitivas dos Censos 2011, 19% da população tem idade igual ou superior a 65 anos, sendo que ”cerca de 60% vive só ou com outras pessoas do mesmo grupo etário”.



Da contabilidade feita aos alojamentos familiares, cerca de 14% são ocupados por idosos, sendo que metade deste número é atribuída a idosos a viverem sozinhos. “É na região da Madeira que se verifica a maior proporção de alojamentos ocupados por idosos sós”, refere o relatório.



Os municípios de Alcoutim, no Algarve, de Penamacor e Vila Velha de Ródão, na região Centro, são quem tem mais residentes com idade igual ou superior a 65 anos, com cerca de 43% das respectivas populações.



No entanto é no Alto Alentejo que se regista a maior concentração de população idosa, sendo Gavião, Nisa e Crato as zonas mais envelhecidas da região alentejana. Por outro lado, os municípios com menos população idosa pertencem à Região Autónoma dos Açores, nomeadamente a Ribeira Grande (8,6%) e a Lagoa (10%), ambos municípios pertencentes à Ilha de São Miguel.



Quanto à habitação, “entre os 5,1 milhões de alojamentos clássicos ocupados, cerca de 78% são residências habituais e 22% residências secundárias ou de uso sazonal”, revela o estudo.



Lisboa lidera no número de residências habituais, sendo também a região onde os habitantes compram e arrendam mais casas, por oposição à região Centro, onde as residências pertencem aos próprios habitantes. A região do Algarve apresenta o maior número de residências secundárias.



Fonte: Público

Tuesday, March 13, 2012

Incentivos das câmaras no Interior para fixar jovens


Jovens dos 18 aos 35 anos podem poupar milhares de euros se comprarem casa num município abrangido pelo programa contra a desertificação. 

Para contrariar o envelhecimento da população e a desertificação no Interior, o Governo e as câmaras criaram incentivos fiscais para fixar jovens. Apoio à natalidade, isenção do Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis (IMT), redução do IRS ou do Imposto Municipal sobre Imóveis são exemplos.

Casa a custos limitados
A lei prevê a possibilidade de isenção de IMT aos jovens entre 18 e 35 anos que comprem casa para habitação própria e permanente num dos 174 municípios abrangidos. Mas a decisão de conceder este benefício cabe a cada câmara, pois reflecte-se nas finanças locais. Para obter a isenção, o valor sobre o qual incide o IMT tem de ser inferior ao preço máximo da habitação a custos controlados, acrescido de 50 por cento. Estas casas obedecem a limites na área bruta, custo de construção e preço.

Como os valores variam consoante o município e por trimestre, contacte a câmara da área do imóvel. Aí, entregue o pedido de isenção e junte um documento, emitido pelas finanças, a declarar não ter aproveitado um benefício idêntico.

Fruto da nova lei das finanças locais, alguns municípios premeiam ainda os residentes com uma redução no IRS até 5 por cento.

Conselhos para poupar
Antes de comprar casa, informe-se nos serviços camarários. Analise os benefícios atribuídos nas redondezas e faça contas. Optar por outro município a poucos quilómetros de distância, pode valer uma poupança de milhares de euros, se obtiver um desconto no preço do terreno para construir e a isenção do IMT.

Some o preço da casa e do terreno, o IMT e as despesas com as deslocações para o trabalho e desconte eventuais benefícios. Por exemplo, uma poupança de € 5000 esgota-se depressa se as despesas com combustível e portagens excederem € 100 mensais.

Fonte: Deco Proteste

Monday, January 23, 2012

Incentivo das câmaras: Um país a cair para o mar

23 de Janeiro de 2012 - Jornal de Negócios  Online


Viajámos por Portugal à procura dos melhores apoios das câmaras do Interior para fixar população. Sem conseguirem atrair novos moradores, os municípios apostam na melhoria das condições de quem já lá vive

Quatro em cada cinco portugueses vivem num distrito do Litoral, o que significa que 66% do território Continental é habitado por menos de 20% da população. A consequência mais evidente é a concentração nos grandes centros urbanos à beira-mar. O conceito de interioridade ganhou, por isso, uma dimensão mais abrangente - na prática, é quase tudo o que não tem "vista para o oceano". 

A motivar a deslocalização para o Litoral está quase sempre a oferta de emprego - um atrativo com o qual o resto do País dificilmente consegue competir. Para tentar travar a desertificação e o envelhecimento, os municípios "sem vista para o mar" lançaram, nos últimos 12 anos, vários benefícios sociais e fiscais, para atrair habitantes. O resultado é transversal: sem angariarem novos moradores, os apoios acabam por fomentar a qualidade de vida de quem já lá vive.



O culpado está identificado

De Norte a Sul, o veredicto é unânime: a falta de oportunidades de trabalho empurra os mais novos para outras paragens. "Não temos oferta de emprego qualificado", reconhece o vereador da ação social de Paredes de Coura. "É uma zona de fronteira, afastada dos grandes centros urbanos. Muitos jovens tentam ficar, mas poucos conseguem arranjar trabalho", ouvimos na Câmara de Melgaço. 

Arminda Santos, reformada em Elvas, traçou o cenário a sul: "Não temos fábricas. Não há um grande empregador, exceto a Delta Cafés, em Campo Maior. Há pequenos comércios, com um ou dois empregados, ou negócios de família. Muita gente que vive aqui trabalha em Badajoz." Elvas, ainda assim, escapa um pouco ao padrão, graças à sua localização privilegiada, que lhe permite tirar partido da proximidade de uma cidade com 200 mil habitantes a meia dúzia de quilómetros." A economia local move-se muito pela economia de proximidade com Badajoz", confirmou o vice-presidente da Câmara de Elvas - "sozinhos não vamos a lado nenhum, portanto, apostamos em iniciativas conjuntas.

" Em alguns municípios do Interior, a câmara acaba por ser o grande empregador. É o caso de Melgaço: "Temos mais de 300 funcionários", referiu a chefe da divisão de ação social. Na tentativa de compensar a escassez de trabalho, estas câmaras têm desenvolvido mecanismos para fixar os moradores.

À semelhança de outras, a estratégia de Paredes de Coura passa por melhorar a qualidade de vida dos habitantes: "Tentamos criar um território socialmente atrativo, porque vivemos confrontados com a atração que Valença e Vila Nova de Cerveira fazem sobre a nossa população do ponto de vista do emprego - têm duas zonas industriais." 



Idosos geram emprego 

Muitas competências do poder central foram transferidas para os municípios. A lei das finanças locais impôs-lhes responsabilidades acrescidas, por exemplo, na saúde e na educação. Juntando o útil ao agradável, as áreas social e educativa tornaram-se o cavalo de batalha de alguns municípios. Os resultados estão à vista: por exemplo, mais cuidados médicos, com unidades de saúde móvel, ou redes pré-escolares gratuitas.

O facto de contarem com uma população idosa e, por vezes, com parcos recursos impulsionou a aposta na "idade de ouro" (assim lhe chamam em Elvas). Em Paredes de Coura, cerca de um terço da população tem mais de 65 anos e, destes, 70% ou 80% recebem pensões baixas, um cenário que se repete em Melgaço. Não é, por isso, de estranhar a criação de centros de dia com atividades culturais e desportivas, a universidade sénior ou a construção de novos lares. Donde concluímos que a dedicação aos mais velhos gera oportunidades para os mais novos. Para estas infraestruturas funcionarem, são precisos profissionais de saúde, do desporto ou do ensino. Vai, assim, surgindo aquilo que mais falta faz ao Interior - trabalho para pessoal especializado ou técnico. "Muitas pessoas trabalham na área social, com crianças e idosos. Há um serviço de proximidade", contou Paula Alves, psicóloga em Melgaço.

Em Elvas, não é diferente. "A política social que a câmara desenvolveu em 17 anos originou mais de 10 lares e centros de dia. Isso cria emprego. Só aí estamos a falar de 400 postos de trabalho permanentes para pessoal especializado e com formação superior." 

Da imaginação à necessidade
Os primeiros apoios passaram pelo incentivo à instalação de empresas que gerassem postos de trabalho ou pela redução dos custos com a compra de casa, como a isenção de IMT. Mas alguns municípios têm ido mais longe e são imaginativos, procurando adaptar-se às necessidades da população: oferta de bolsas de estudo, pagamento das mensalidades da creche, terrenos com infraestruturas a preços reduzidos, arranjos ao domicílio, subsídios à natalidade ou cartões de descontos para jovens e idosos são disso exemplo.

Mas, feitas as contas, o balanço não é assim tão positivo. "Seria ideal fixar as pessoas, mas reconhecemos que não é com o valor simbólico de 500 euros, por exemplo, que estas vão morar em Melgaço ou ter mais filhos", afirmou Luísa Gomes, da divisão de ação social. Sem esquecer as devidas exceções, a verdade é que as políticas utilizadas para atrair moradores falharam. Ninguém parece mudar para o Interior pelos apoios, mas quem lá vive acaba por beneficiar de serviços a que dificilmente acederia num grande centro urbano.

Em tempo de contenção, a proposta do Orçamento do Estado prevê o fim da isenção de IMT concedida pelos municípios em 2012 e cortes nas transferências do poder central para as autarquias, o que representará uma redução nas receitas. Sem dinheiro, as câmaras dificilmente poderão fazer mais para fixarem população. Segundo Nuno Mocinha, vice- presidente da Câmara de Elvas, "os cortes nas transferências vão rondar os 6%, o que não é novo. Mas são tão mais significativos quanto mais dependente estiver o município deles. Há casos em que essa receita corresponde a 70% ou 80% do total. E, com menos população, têm menos receitas próprias do que os municípios do Litoral".





Incentivos para todos: Da saúde à natalidade



Elvas




Cartão da idade de ouro 
Tem desconto de 75% da parte não comparticipada das despesas com medicamentos.




Cartão da universidade sénior

Acesso a sessões de hidroginástica e aulas, por exemplo, de português, matemática, saúde, trabalhos manuais e informática.


Comecei a universidade há 4 anos e ocupa-me todo o tempo que eu tenho disponível. O que me levou à universidade foi o convívio e, como estou reformada, precisava de me ocupar. Não gosto de estar parada nem calada.Arminda Santos
Reformada


Apoio à natalidade 
Recebeu 250 euros, por ter sido mãe em agosto. 

Subsídio de aleitamento
Recebe até 70 euros mensais, consoante as faturas de alimentação com o bebé.


Os apoios são sempre uma ajuda. A cidade tem de tudo um pouco. A única coisa que faz falta (porque fechou) é a maternidade. Os meus filhos nasceram em Badajoz.
Isabel Mendes
Desempregada




Melgaço

Apoio à formação
Primeiro melgacense a usufruir do incentivo, em 1993. 


O apoio surgiu na sequência da atitude de desespero de um estudante que se viu à porta do ensino superior sem possibilidades económicas para prosseguir estudos. Primeiro, fui à Segurança Social. Obtive 30 mil escudos para o primeiro mês. Depois, vim à câmara, que tentou resolver o problema, criando o apoio à formação de quadros médios e superiores. Atribuíram-me 350 milescudos em cada ano do bacharelato, que fiz em Viana do Castelo. Sempre tive como objetivo voltar e fiz um "contrato" com a câmara: em troca do apoio, viria trabalhar para Melgaço.Artur Caldas Enfermeiro 


Apoio à natalidade
Recebeu 500 euros por cada um dos filhos. Não paga a mensalidade da creche de ambos.


Quando nasceu o meu primeiro filho, não estava ao corrente dos apoios, mas algumas pessoas alaram-me deles. Quando nasceu o segundo, já tratei de tudo sozinha. O incentivo à natalidade dá muito jeito, porque, no início, os gastos são elevados. É preciso comprar tudo e mais alguma coisa e, como os nossos salários são baixos, ajuda bastante. Já estive quatro anos na Suíça, mas não é o país ideal para ter filhos, porque é muito caro. E, por isso, regressei.
Esperança Gonçalves
Trabalhadora Fabril




Até 5% de desconto em 53 municípios

Desde 2007, os municípios podem reduzir até 5% o IRS a pagar pelos moradores. Na prática, abdicam do imposto (ou de uma parte) que iria para os seus cofres em favor dos munícipes. No quadro, destacamos as 53 autarquias que oferecem este benefício em 2012. O "desconto" é aplicado à coleta de imposto - não ao imposto a pagar ou a receber pelo contribuinte, mas àquele que seria devido antes de aplicadas as deduções, como as despesas de saúde ou educação e retenções na fonte. Esta redução no IRS é tão mais vantajosa quanto mais elevados forem os rendimentos do agregado. Quem tem baixos rendimentos já quase não paga IRS; como tal, nada ou quase nada usufruirá deste benefício.







D&D aconselha

Se pondera mudar de casa (para o Interior ou não), informe-se na câmara dos benefícios disponíveis. Analise-os e faça contas: num espaço de poucos quilómetros pode encontrar um município que concede apoios e outro que não os tem. Terrenos para construir casa a preços reduzidos e isenção de taxas municipais, por exemplo, podem representar uma poupança substancial. Em regra, há descontos especiais para famílias com baixos rendimentos e jovens até aos 35 anos. O apoio à natalidade, o transporte escolar gratuito ou a comparticipação da mensalidade da creche fazem diferença no orçamento familiar. As câmaras também têm apostado na qualidade de vida dos mais velhos: cuidados de saúde ao domicílio, descontos em medicamentos, construção de centros de dia ou a dinamização de atividades desportivas e culturais são disso exemplo. Isto, aliado às relações de proximidade que testemunhámos nos municípios visitados, pode tornar a vida de um sénior muito mais cómoda do que num grande centro urbano. Com a taxa de desemprego quase nos 13% (à data de fecho), e sendo o emprego o grande atrativo dos centros urbanos, talvez valha a pena ver se ainda compensa rumar ao Litoral, onde o custo de vida é mais elevado.





O NOSSO ESTUDO



À procura de apoios pelo País 

Ao contrário de anos anteriores, em que só enviámos questionários para os 174 municípios abrangidos pela legislação que fixa as zonas de combate à desertificação e interioridade, em setembro, contactámos as 308 câmaras do País. Objetivo: apurar os benefícios que concedem a quem aí mora ou pretende morar. Obtivemos 93 respostas. Com base nelas, selecionámos quatro câmaras com um vasto programa de apoios: Elvas, Vila Viçosa, Melgaço e Paredes de Coura. Em novembro, falámos com três.


Saturday, November 5, 2011

Avis: Legumes e Frutas do produtor ao consumidor




São vegetais e frutas comercializados diretamente do produtor ao consumidor, com o objetivo de combater a desertificação do meio rural e, ao mesmo tempo, incentivar o setor da microeconomia local. Esta é uma iniciativa da Associação para o Desenvolvimento Rural e Produtos Tradicionais do Concelho de Avis – ADERAVIS, que tem como título “Vamos à Horta”.

A iniciativa foi dinamizada por um grupo de cerca de 30 agricultores, na sua maioria hortelãos em idade avançada, que decidiram disponibilizar os excedentes produzidos nas suas hortas para comercialização em pequenos cabazes, informa o comunicado da autarquia de Avis.

Os agricultores, que não pertencem a qualquer Organização de Produtores de Frutas e Produtos Hortícolas, produzem legumes e frutas recorrendo a técnicas de produção e a práticas de gestão de cultivo respeitadoras do ambiente.


Da colheita ao cabaz

As frutas e legumes são colhidos diariamente das hortas deste grupo de hortelãos. Depois são lavados e tratados, passando então para os cabazes que seguem diretamente para as mãos dos consumidores de Avis.

Cada cabaz contém produtos como couves, batata, grão-de-bico feijão, ervas aromáticas, marmelos, abóboras, entre outros.

Os cabazes têm um preço fixo de 10 euros e podem ser entregues uma vez por semana, por quinzena ou por mês, conforme o desejo dos compradores.

Os produtos são sazonais e têm um “valor abaixo do praticado pelo mercado, uma vez que são comercializados diretamente com o consumidor, sem a figura do intermediário”, diz o comunicado da autarquia.

Este projeto é uma iniciativa da ADERAVIS e foi viabilizado pelo Município de Avis e pela Freguesia de Avis. Quem pretender adquirir estes produtos basta deslocar-se à sede da associação, que se localiza nas antigas instalações do Colégio Velho, ou na Unidade de Desenvolvimento Económico, Qualidade e Ambiente, do Município de Avis.



Thursday, October 20, 2011

Farmers Life Experience: Férias ativas com a natureza!


Descubra no país rural uma forma verdadeiramente diferente de fazer férias. Vá até uma aldeia remota de Portugal e dedique-se a um campo de férias agrícola, no meio da natureza e ao lado de agricultores que têm muito para ensinar. 


Prepare-se para uma aventura na quinta, na herdade, no meio dos animais.

É uma experiência que vai buscar à origem os saberes tradicionais ligados à terra, à agricultura, aos animais, habituados a passar de geração em geração pela experiência repetida. Agora, através da Farmers Life Experience, esse conhecimento empírico está ao alcance de quem estiver disposto a partir da cidade para uns dias em contacto estreito e profundo com a natureza e com quem a cuida.

A Cá & Lá, uma empresa "apaixonada por Portugal", organiza campos de trabalho, remunerados, em diversas aldeias e vertentes da agricultura tradicional, valorizando saberes adormecidos que está na altura de acordar.

Dos vinhedos escarpados do Douro, à  batata-doce de Aljezur, passando pelos olivais alentejanos, a cereja da cova da Beira, a laranja e o tomate do Algarve, pela pêra rocha do mítico Oeste, não faltam locais para trabalhar e aprender, aproveitando as férias para uma 'viagem' diferente.

Conheça alguns dos programas disponíveis:

Terramada
Geneviève e Guy são os anfitriões deste local que se dedica à agricultura biológica. Junto à Terramada encontra-se a Barragem do beliche, propícia ao relaxamento e à meditação.

Covas do Monte
Quem vai para Covas do Monte ajuda o jovem casal da terra, Filipe e Ana, a cuidar das cabras que saem diariamente da aldeia e regressam ao final do dia; há ainda diversas outras atividades a desenvolver nas hortas desta pequena aldeia da Serra de São Macário.

Tapada do Fojo
Brígida Fonseca comanda a Tapada do Fojo e o seu Campo de Trabalho Agrícola, em constante espírito de partilha, no trabalho, à mesa e em casa. A Tapada do Fojo está localizada no Barroso transmontano e disponibiliza atividades que variam entre cortar o feno, tratar dos lameiros e das vacas, além de tudo o resto que compõe o quotidiano de uma quinta portuguesa.

Herdade do Freixo do Meio
Esta herdade de 390 hectares, perto de Montemor-o-Novo, acolhe uma escola onde decorrem ações de formação várias, hortas, estufas, um pombal, uma cantina e uma mercearia. Para se refrescar e relaxar, uma pequena barragem doméstica. Em frente, uma soberba vista sobre o montado alentejano. Aqui, a agricultura biológica é rainha.

Casas de Monforte
Dezenas de animais povoam esta aldeia pitoresca: Cabras, porcos bísaros, vacas e novilhos. Todos pastam nos terrenos à volta das Casas de Monforte. Gonesindo Chaves, o responsável, é também o anfitrião que aloja os visitantes na sua própria casa.

Morgado Lusitano
Às portas de Lisboa, o Morgado Lusitano acolhe, como o nome indica, cavalos. A quinta data do século XVIII e além de acolher algum turismo equestre dedica-se principalmente ao maneio do cavalo lusitano.

Salina Eiras Largas
Ajudar a produzir o sal que tempera o quotidiano de todos nós. É esta a principal tarefa desenvolvida na Salina Eiras Largas. Mas não se pense que é tarefa fácil. Pelo menos, enquanto se percorre um ciclo da água, do mar até aos talhos onde cristaliza o sal marinho e a flor de sal, os pés estão sempre na água...

Quinta do Montalto
Esta quinta une o tradicional herdado das várias gerações que já a trabalharam com a queda para a inovação do atual proprietário, André Gomes Pereira. Agricultura biológica e todos os processos que envolvem a produção de vinho são as principais atividades em que se pode participar.

Todas as informações em Farmerslifeexperience

Fonte: escape.pt

Saturday, October 8, 2011

Profissões do Futuro

Saber as Profissões do Futuro é um tema muito importante principalmente para quem está a começar a sua carreira profissional ou para quem está desempregado. Quem procura um trabalho, emprego ou part-time é importante saber quais são as profissões com mais saída no futuro.

É muito importante reflectir sobre este assunto pois saber quais são as profissões do futuro poderá fazer toda a diferença no seu futuro profissional.

De acordo com a conjuntura actual, haverá sem dúvida toda uma série de profissões que se conjecturam num futuro próximo por substituição ou actualização das que existem actualmente devido à evolução do meio sócio económico, tecnológico e geopolítico onde estamos inseridos. Falamos naturalmente do impacto demográfico pelos efeitos da redução da natalidade e do aumento da esperança média de vida, das novas tecnologias e da sociedade do conhecimento, das crescentes necessidades do consumo e de uma maior responsabilidade social, factores estes que condicionarão sem dúvida a continuidade de algumas profissões actuais e criarão oportunidades para o aparecimento de outras.


Nova economia, novos caminhos. Ter um "canudo" há muito que não é suficiente para se conseguir arranjar um bom emprego. E, ao contrário do que acontecia há quatro ou cinco anos atrás, a experiência já não é determinante na procura de colocação. Hoje, é o binómio qualificação/experiência que é valorizado.

A capacidade de adaptação à mudança, a par da resiliência, será por isso uma das principais competências profissionais do futuro. As profissões vão morrer cada vez mais rapidamente.

Seja qual for a área de formação, a tendência é para a especialização. A mobilidade é outra clara tendência do mercado de emprego. Mudar vai ser cada vez mais frequente. Se já não há empregos para sempre, vai deixar de haver também profissões para a vida. As pessoas vão mudar cada vez mais de emprego, de país, de função e até mesmo de profissão. E a formação será cada vez mais ao longo da vida e já não um assunto que fica arrumado quando se tem 20 anos e se sai da faculdade.

Desde a geriatria, profissão que visa cuidar dos mais velhos (técnicos e auxiliares de geriatria, psicogerontologia), das profissões ligadas à manutenção doméstica e à gestão de recursos habitacionais (domótica), à gestão de redes e sistemas informáticos, passando pelas energias renováveis até à biotecnologia, reciclagem dos resíduos, ao voluntariado, ou ás profissões ligadas à gestão de imagem pessoal e corporativa, são algumas das áreas e profissões à apostar e cujas necessidades já se estão a fazer sentir motivadas quer pela escassez de oferta pelo desinvestimento nalgumas destas áreas, quer pelo facto de algumas áreas profissionais serem ainda bastante recentes.

Lista de Profissões do Futuro
Aqui fica uma listagem de algumas profissões com potencial no futuro sem critério de ordenação:
  • Tecnologias de Informação
  • Sector da Saúde, especialmente, na área de cuidados à terceira idade
  • Biotecnologia
  • Nanotecnologia
  • Sector da Energia
  • Educação e Desenvolvimento Pessoal
  • Terapias alternativas
  • Tarefas Domésticas
  • Trabalho a Partir de Casa
  • Marketing de Rede, Internet Marketing e Marketing Online
  • Coaching
  • Área do Bem-Estar (Ginásio, Estética, Treinador Pessoal,…)
  • Recursos Humanos
  • Agências de Viagens

Profissões do Futuro – Opinião Final

Faça uma pausa e pesquise
Para quem procura uma profissão, trabalho, emprego ou negócio faça uma pausa e pesquise muito. Se tem tempo livre aproveite para pesquisar bem todas as possibilidades. Não se esqueça que uma boa estratégia vai fazer muita diferença no seu futuro profissional.
Vivemos em tempos exponenciais mas actualmente é muito fácil encontrar alternativas na Internet ou nos meios de comunicação social.

Abra os seus horizontes
Se limitar os seus horizontes à área que estudou ou que se especializou profissionalmente estará logo limitado à partida.

Pode usar os seus conhecimentos em áreas adjacentes ou não e, no limite, caso esses conhecimentos não sirvam para abraçar uma nova área profissional vamos sempre a tempo de aprender.

Trabalhe por gosto
Já pensou que todos os grandes profissionais/personalidades adoram aquilo que fazem? Será coincidência? Claro que não. Quem trabalha por gosto não se cansa, tem mais energia, mais produtividade, mais criatividade.

Fontes: 



Thursday, September 29, 2011

Carlos Sezões - Coesão Territorial… praticamos aquilo que defendemos?


Temos assistido, nos últimos anos, a uma discussão centrada na justificação de manter determinados equipamentos nas regiões menos populosas e por vezes esquecidas do Interior – desde os centros de saúde, às estações de correios e às escolas básicas e muitas outras.



As escolas, como estruturas de suporte à educação, em locais envelhecidos em que as crianças começam a ser a excepção, são os símbolos mais fortes deste dilema. Se, de facto, encontramos aqui instituições que preenchem todos os requisitos pedagógicos e que, estando localizadas em regiões isoladas, assumem uma função determinante para o desenvolvimento de pequenas comunidades rurais, talvez o caminho seguido, o do encerramento, não pareça afinal tão óbvio.
Isto leva-nos à velha discussão sobre a coesão territorial, isto é, a nossa capacidade tornar as várias regiões deste pequeno país relativamente equitativas em termos de oportunidades de desenvolvimento, reduzindo as disparidades existentes e promovendo, dentro do possível, a cooperação entre elas. Se considerarmos, no limite, que um País é apenas o conjunto das suas pessoas, podemos acantonar os 10 milhões de portugueses na faixa litoral e poupar o que se gastaria em estruturas no resto do território. Mas o País é também o seu espaço e, como é hoje de bom senso concordar, a qualidade de vida e desenvolvimento sustentável de uma população aumenta com a uma visão integrada que promova os vários territórios e os torne atractivos, essencialmente em termos de habitabilidade e empregabilidade.
É por isso que, quando leio ou ouço os casos acima mencionados fico sempre com a convicção que existe aqui uma gravíssima miopia política e estratégica. Se nos resignarmos apenas a fazer contas à demografia e à economia pública, vamos continuar a retirar os equipamentos públicos essenciais e promover o abandono de boa parte do nosso território.
E qual a resposta? Não há soluções mágicas, mas não é preciso muita imaginação para perceber que deveríamos muitas vezes fazer raciocínios inversos. Em concreto, pensar a nível macro, regional, e fazer apostas concretas, investindo em criar ou manter infra-estruturas básicas para a competitividade regional e para a qualidade de vida dos respectivos habitantes. Fazê-lo criando soluções inter-municipais e reduzindo muitos dos desperdícios que por aí ainda se fazem. Se continuarmos, pelo contrário, pela via do desinvestimento constante, ainda teremos no interior de Portugal o deserto que um certo ministro em tempos profetizou. 

Carlos Sezões
in www.dianafm.com
28 Setembro 2011